Na nossa 10.ª vindima, as vinhas de areia de Colares deram uvas para um branco de Malvasia de Colares e para o primeiro tinto de Ramisco da Quinta.
“Foi um dia muito especial para a Quinta de San Michel. Na nossa 10.ª vindima, aventurámo-nos pela primeira vez nos vinhos tranquilos de chão de areia. É um novo capítulo e uma nova história.” — Alexandre Guedes, enólogo
Plantámos as vinhas de areia em 2023, a poucos quilómetros do Atlântico, no coração da região de Colares. Em 2026, os Borneirinhos, a Mar da Aguda e a Ribeirinha deram as primeiras uvas para vinhos tranquilos: um branco e um tinto que vão ser os primeiros DOC Colares da Quinta de San Michel.
O inverno foi muito chuvoso, e isso acabou por ajudar o resto do ano. A partir de maio quase não choveu, mas a água do inverno chegou para manter as videiras bem alimentadas.
Com pouca chuva, a humidade ficou abaixo do normal e houve menos fungos. Conduzimos estas vinhas com práticas biológicas, sem certificação, e bastaram 9 tratamentos. Qualidade e quantidade ficaram acima da média.
A vinha estava muito heterogénea, por isso vindimámos em dois momentos, a 4 e a 15 de setembro. Em cada passagem colhemos só as uvas que estavam no ponto certo: 530 kg na primeira e 500 kg na segunda.
Na adega, os cachos entraram inteiros em prensas pequenas, para uma prensagem muito suave e um mosto muito puro. O vinho fermentou em barricas de carvalho francês de 300 e 400 litros. A fermentação malolática já terminou e o vinho vai estagiar pelo menos 12 meses.
A 10 de setembro vindimámos a Mar da Aguda, a vinha mais perto do mar. Foram só 200 kg, uma produção muito baixa, que não chegava para encher uma barrica. Por isso juntámos estas uvas às dos Borneirinhos.
No total, o branco de areia deu cerca de 1 100 litros, o que deve chegar para perto de 1 300 garrafas.
A 21 de agosto, como em 2025, vindimámos 1 000 kg de Ramisco para a base do nosso espumante especial de Ramisco. Os cachos foram prensados inteiros, como fazemos sempre nas bases de espumante, e o vinho fermentou em barricas usadas de carvalho francês e húngaro. Já foi loteado com o vinho de 2025. O resto fica para mais tarde: vai ser surpresa.
A 9 de setembro colhemos mais 500 kg para o primeiro tinto de Ramisco da Quinta. As uvas foram desengaçadas e fermentaram em bagos inteiros durante 10 dias, com macerações leves de 4 em 4 horas. Queríamos um Ramisco elegante, delicado e puro. Está agora a estagiar em barricas usadas de carvalho francês, onde deve ficar entre 18 e 24 meses.
A equipa da Quinta, amigos e, em dois dias, os membros do Wine Club.
Os membros do Wine Club vão provar estes vinhos no Magusto, a 14 de novembro. Para toda a gente, ainda falta: o branco vai estagiar pelo menos 12 meses e o tinto entre 18 e 24 meses em barrica. Quem quiser saber antes de todos pode subscrever as Cartas da Quinta ou juntar-se ao Wine Club.
São solos de areia solta junto ao Atlântico, no coração da região de Colares. Foi nesta areia que as vinhas antigas resistiram à filoxera, no fim do século XIX.
As castas históricas de Colares: a Malvasia de Colares, branca, e o Ramisco, tinto.
A Mar da Aguda fica perto da Praia da Aguda e os Borneirinhos entre Fontanelas e Azenhas do Mar. A Ribeirinha fica junto ao Mucifal, em Colares.
Ainda não há data. O branco estagia pelo menos 12 meses e o tinto entre 18 e 24 meses em barrica, antes de ir para garrafa.